domingo, 16 de junho de 2013

No Carro

O barulho lá fora mostrava que ele estava em movimento, ele estava todo atordoado e não sabia direito o que tinha acontecido, somente que estava feliz por estar vivo.

Aos poucos ele foi percebendo que estava no porta malas e que tinha sido vitima de um sequestro relâmpago depois de sacar o que tinha para eles. Ele foi tomado por um pânico, que seu corpo estava gelado pelo medo de morrer. Engraçado que ele dizia para todo mundo que não tinha medo de morrer, mas lá naquele porta malas ele chegou a conclusão que ele só não tinha medo de morrer porque nunca correu o risco de morrer.

O porta malas balançava, as buzinas eram altas e frequentes. Ele quis rezar, logo ele que nunca rezava, na verdade ele só rezava antes de entrar na quadra e era um pai nosso puxado pelo treinador e isso era há muito tempo atrás e ele tentou mas não conseguiu. Começava a puxar o pai nosso e a lembrança do técnico mandando os meninos rezar direito vinha à mente e ai ele lembrava que não estava mais no colégio de classe media feliz e entrando para disputar uma partida de futsal com outro colégio ele estava em um porta malas do próprio carro. E com muito medo de morrer.

Aos poucos o carro foi parando e o pavor que era grande ficou incontrolável, ele tremia. Ele não escutou passos só o barulho do porta malas abrindo e a luz que vinha da lua parecia mais forte que o normal.

Pediram para ele sair do carro e ele saiu com dificuldades e ai começou a reparar nas pessoas. O que chamou a atenção era um homem magrelo com dedo fino segurando uma arma que brilhava. A cor da arma e do dedo fino se destacavam. Ele não pediu misericórdia quando eles começaram a conversar o que fariam.

De repente uma mulher chegou na carona de um carro e começa a gritar falando para eles acabarem logo com isso "Por quê vocês não apagam o cara rápido? Porra!" ela falava com um tom de raiva como se ele tivesse feito alguma coisa com ela. Os outros já entram no carro dela e o homem magrelo pedi para ele entrar no porta malas.

Lá sozinhos, os dois já sabiam o que ia acontecer, mas alguma coisa mudou. Pela primeira vez eles se olhavam nos olhos e ele não conseguiu ver raiva no olho do magrelo e o magrelo meio pedindo silencio com o olho dá dois tiros no porta malas olhando para ele e fecha o porta malas rápido.

Ele escuta um barulho de carro saindo... E um choro começa no porta malas.

.Vida de merda.

2 comentários:

Di disse...

gostei do detalhe do dedo do homem com a arma! =)

Bah disse...

Vontade de mandar esse fdps pro inferno rs

Kisu!